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Putz, 24 dias sem postar no blog e sem dizer coisa alguma a respeito. Inédito. Mas enfim, não precisam mais chorar de saudades, explico o que houve. Não, não estava na ilha de Lost (/piada batida).

No começo de tudo, minha vida andava tão empolgante quanto um canal de golfe, e, portanto, não tinha nada pra escrever. Ou até havia alguma coisa, mas achava extremamente canal de golfe, então deixei pra lá. Nem era nada ao nível Tiger Woods mesmo.

Depois, viajei pra Curitiba pra ver mãe & parentaiada. Foi rápido, meio na lökä, mas foi bom. Andei tanto por aquela cidade que me rendeu bolhas nos pés e um All Star novo da finalmente visitada Loja Vírus - insira muitos corações aqui. Tudo bem que no mesmo dia achei os mesmos tênis mais baratos em outro lugar, e que o cartão de memória que comprei para a câmera precisava (e ainda precisa) de um adaptador inachável de 10 reais, mas... belezera.

Como viajei, precisei bater ponto no laboratório da minha orientadora (no qual sou/serei vice-coordenadora, já contei?) durante toda a semana. Ela estava viajando e a Unesc de férias, calculem. Vou ilustrar pra tentar deixar a coisa mais emocionante (não entendi por que ficou esse espaço enorme aqui, deve ser pra dar suspense):













oi chegay rsrsrs


vista n°1

vista nº 2


leituras pendentes


tênis novos, muito conforto


& muito movimento

tchau



Ahhh, mas isso não é tudo! Meu estabilizador morreu no final de semana também. Depois de ter comprado um outro que não funcionava, voltado ao mercado pra trocá-lo e não haver mais nenhum, não desisti e fui a outro lugar pra adquirir um fofucho. Níquel o liguei (previamente testado na loja, é claro), o computador parou de funcionar. Fiquei quase 5 dias olhando pra este vazio:



Ah sim, e depois descobri que o computador não funcionava por causa do estabilizador novo. Sabe deos por que não reconhecia o HD ligado a ele. O formatei à toa, basicamente.

Mas oi, tô vivona rsrsrs.

KT Tunstall - Miniature Disasters (claro)
Normalmente todo mundo que quer morar sozinho tem esse desejo porque:
1) não precisa dar satisfação de nada pra ninguém (no máximo pra um síndico e/ou vizinho);
2) você pode arrumar as coisas do seu jeito (home parkour gasta calorias!);
3) a louça pode ficar 4 meses sem ser lavada e ninguém reclama (as baratas até elogiam!).

Quer dizer, você nunca mais passaria por situações assim:

E é verdade, tudo isso é bom e real. Mas pra mim, a parte mais bacana de morar sozinha é aprender coisas.

Vejam bem: nestes 4 meses já instalei torneira, reformei prateleira, consertei vazamento, plantei e consegui manter as pranta, pechinchei, fiz feijão... e eu não sabia absolutamente nada a respeito disso. É bacana, traz uma sensação muito muito boa.

Aliás, essa de pechinchar merece uma extensão. Quando era menor ia com minha mãe às lojas e morria de vergonha quando ela incorporava a turca e não parava de negociar com os vendedores (sem contar quando ela parava pra conversar com os manequins, mas essa é outra história). Cresci, a vergonhinha passou e deu lugar à estupidez pechinchítica. Do tipo: minha mãe inventar que achou o mesmo produto em outra loja por um valor X, menor que o real, e eu dizer "não, mãe, o preço lá era Y, mais alto!". Eu tenho o sério problema de não saber mentir em situação nenhuma, mas... não comentem a estupidez, por favor. Haha.
Cresci ainda mais e não era capaz de pedir desconto. Ou comprava sem dizer nada ou não comprava (pelo menos sempre tive o costume de pesquisar bastante). E agora - orgulho - peço desconto até de 5 centavos na cantina.

Eeentretanto, nem tudo é bonito ao se morar sozinho. Fora descobrir o óbvio de que a casa não é auto-limpante e que bancos realmente têm uma função, há coisas graves. Quero dizer, o que eu mais temia aconteceu de terça pra quarta: passei mal. Fui dormir tarde como sempre e de repente acordei pra quase desmaiar (que fantástico). Vomitei, a pressão baixou horrores, e que fazer? Pra quem ligar? Desesperei, até rezei, fiquei tentando sentir a pulsação, pus as pernas pra cima. E passou.

O que me faz ficar pensando é até que ponto devo esperar pra chamar ajuda. Porque né, chamar o Siate pra logo depois ficar ok e sorridente não é muito bonito (abstraindo a parte vergonhosa, há pessoas que precisam dele mais do que eu). Não tenho amigos íntimos o suficiente pra me socorrerem no meio da madrugada. Os parentes e amigos mais próximos estão a 500 km daqui. Que fazer?

Talvez cuidar da saúde, heh.

       Joy Zipper - Go Tell the World
Como a maioria de vocês deve ter visto, virei pro no Flickr. Sempre quis ser, nunca tinha como. Então, pra honrar minha posição privilegiada lá (haha), resolvi dar uma fuçada nas pastas antigas de fotos pra fazer uma repescagem enquanto não tiro novas.

Tenho a câmera desde 2006 e já foram mais de 11 mil fotos tiradas - pensem quanto tempo passei vendo fotos. E olha, olha, olha, até que chego na sequência tirada em Criciúma, quando vim pra fazer a prova do mestrado.

Naquela ocasião quase não tirei fotos da cidade, estava mais preocupada com as provas e entrevista. Só fotografei mesmo no último dia, quando achei que daria tudo certo e quis mostrar aleatoriamente alguns prédios bonitinhos e moráveis pra minha mãe.

... E qual não foi minha surpresa ao perceber que o primeiro prédio que tinha fotografado é onde moro agora?
26/11/2007


Oi, tô desenvolvendo poderes?

       Nada Surf - If You Leave
Meados de 2003, praça Raposo Tavares, Maringá - PR

Me dirigia ao ponto de ônibus quando uma cigana me fez parar. Gorda, roupas espalhafatosas, dentes e dentes de ouro, unhas compridas, cheiro estranho. Queria ler minha mão a todo custo; acabei deixando.

Segundo ela, sou uma pessoa muito boa e muito invejada. Teria que tomar cuidado com amigas que pela frente eram queridas e pelas costas me puxavam o tapete. Tudo o que eu quisesse realizar se tornaria verdade. Dois moços eram apaixonados por mim: um loiro, outro moreno. Eu seria muito feliz, mas teria que enfrentar bastantes obstáculos.

Ofereceu milhares de simpatias e a muito custo consegui dispensá-la.



Junho de 2008, praça Nereu Ramos, Criciúma - SC

Estava pensando na vida, observando as pessoas, quando uma mulher me ofereceu tapetes. Eram horríveis. Chinfrins, com pinturas de cavalos com artrose, Hello Kitty com hidrocefalia, essas coisas. Não quis. Ela baixou o preço. Não quis. Falou pra eu comprar pra parentes, pro cachorro, pro gato. Não, obrigada. Então ela se sentou ao meu lado e quis ler minha mão. Continuei de braços cruzados. Ela falou mesmo assim, com o olhar fixo em mim.

Segundo ela, sou uma pessoa muito boa e muito invejada. Tudo o que eu quisesse realizar se tornaria verdade. Duas moças eram minhas amigas de verdade: uma loira, outra morena. Eu seria muito feliz.
- Você sente dores?
- De vez em quando.
- De quê? Cabeça, estômago, costas?
- Meu estômago incomoda às vezes.
- Ansiedade, né? Você espera muito das coisas e fica mal quando não consegue. Desanimada.
(balancei a cabeça)
- Você tem fé?
- Um pouco. (menti)
- Tem que ter fé blablablablablablabla . Você tem fases com e sem amor, não é?
- Assim como todo mundo.
- Você precisa melhorar a sua fé.

E assim foi. Ofereceu milhares de simpatias, benzeu meu RG (tinha que repetir o que ela dizia) e a muito custo consegui dispensá-la. Não sem antes um

- Posso tirar uma foto da senhora?
- Pra quê?
- Eu gosto de tirar fotos.
- Ah, não (cara desconfiada, um passo pra trás). A gente precisa guardar as coisas aqui (apontou para a cabeça) e aqui (apontou para o coração). E ter fé.
- Tudo bem.

       The Killers - On Top
hoje andei pra caralho. Levei meu carro pela manhã no médico (os freios não andam bem e tava na hora de trocar a correia dentada) e fiquei zanzando na cidade até dar o horário do meu próximo compromisso, às 13:30.

Cortei o cabelo de novo, diário, mas tá a mesma coisa. Foi só pra manter o corte - embora minha franja tenha ficado bizarramente levantada depois de seca e eu tivesse vergonha de andar na rua, tipassim. E eu meio-que-recebi uma proposta de trabalho, sabia? A moça do salão chicoso sondou os meus horários pra saber se eu poderia me candidatar a ser a recepcionista de lá. Nunca me julguei simpática ao ponto de poder ser recepcionista, ainda mais de salão, mas, né... fiquei contente, mesmo que eu não possa trabalhar.

Então fiz fotos da parte bonita da cidade, diário:
ponto de ônibus ponto de ônibus praça do congresso praça do congresso praça do congresso praça do congresso praça do congresso praça do congresso praça do congresso praça do congresso praça do congresso praça nereu ramos praça nereu ramos


O dia tava tão bonito e agradável, o vento tão geladinho, que quis andar mais mesmo. Mas não tanto quanto tive que andar no final das contas, porque a duas quadras de casa lembrei que minhas chaves do apartamento tinham ficado no carro. E o carro vai passar a noite na oficina do outro lado da cidade, o que não tinha previsto. Gastei 8 reais de ônibus hoje, diário. E mais uma facada amanhã na manutenção do meu querido carro de cor indefinível azul/verde.

Mas eu gostei muito do meu dia, ok. Beijos.

       Big Star - Thirteen
Todos temos hábitos e manias, fato. Eu sempre tomo banho e lavo a louça na mesma ordem. Mas é claro que não vou achar que minha vó vai morrer se eu trocar um braço por uma perna ou um copo por um garfo daquela ordem. Também sempre calço primeiro o pé direito e a primeira coisa que faço ao acordar é ligar o computador. Inofensivo.

Também existem pessoas, por exemplo, que comem de boca aberta - e aí já fica um pouco mais complicado. Você pode fingir que está sem fome ou que está tendo uma convulsão pra fugir das refeições com tão adoráveis companhias. Se não der certo, o negócio é fingir que é um pedreiro(a), enfiar a cara no prato e comer o mais rápido que puder, sem esquecer de cantar um LALALA bem alto na cabeça pra evitar o som pastoso do "nhoc nhoc" à sua frente. Concentra-se bastante pra não desviar o olhar e correr o risco de ver arroz e feijão semimastigados na boca escancarada - com aquele grãozinho grudado no canto da boca balançando ao ritmo dos movimentos maxilares - e fica tudo bem. Você pode viver o resto do dia sem muitos sobressaltos, torcendo pra não virar um adepto de flashbacks de visões do inferno. É meio perigoso, mas se sobrevive.

Então chegamos à categoria mais crítica de hábitos e manias: as de que não podemos fugir.

De sábado para domingo fui dormir bem tarde, fiquei lendo até as 4 e pouco da manhã. Dormia muito contente e quentinha quando acordo às 9:30 com um som. Não, som é demais, fui acordada por bagulho parecido a cachorro engasgado com osso. O troço ecoava pelo meu apartamento, e só depois de alguns segundos entendi o que era: a escarrada matinal do meu vizinho.

Se fosse só uma vez por dia, quiçá 3 vezes, tudo bem. A gente sobrevive ao nojinho e tenta se conformar, como no caso da boca aberta. Mas não. É o tempo inteiro. Praticamente todos os momentos poéticos que vivi aqui foram interrompidos por catarros alheios. Toda vez que os escuto sendo expelidos me contorço e meu estômago revira. E o pior: aliando isso à minha outra mania - a de visualizar tudo - é de foder a vida.

O que fazer?

Hipótese 1: falar com o vizinho
Imagino a coisa assim:

Bato à porta. Uma moça atende.
- Oi, sou a sua vizinha aqui do 96. Gostaria de falar com o responsável pelo escarro da casa.
- Só um momentinho. (Grita para dentro do apartamento) Pai!
Os outros habitantes me encaram. Dou um passo para o lado a fim de sair do campo de visão. Um homem de meia idade, camisa puída e calça amassada me recebe. Sua cara é igualmente amassada.
- Pois não?
- Oi, ahn, eu sou sua vizinha aqui do lado, e... desculpa, mas preciso dizer que quando o senhor escarra me incomoda muito. Parece até que está dentro da minha casa.
- Ah é? (Indiferente)
- Sim. O senhor poderia, pelo menos, fazer isso com a janela do banheiro fechada?
- Olha, preciso de ar fresco porque tenho alergia. Não dá não.
- Mas...
- Olha, fia, você passa a noite inteira com música ligada e eu nunca reclamei, mas me incomoda.
- É mesmo? Se eu desligar a música pra sempre o senhor pára de escarrar?
Recebo uma cara amassada e enfastiada. E a porta na cara.

Hipótese 2: falar com o síndico
Eu não faço a menor idéia de quem é o síndico.

Hipótese 3: falar com a mãe do vizinho
A véia já deve estar morta de tanto desgosto.

Hipótese 4: chorar
Ajuda, especialmente se eu chorar mais alto que as escarradas.

Hipótese 5: método O Segredo
Posso colar um cartaz no teto do meu quarto pra, toda vez em que acordar, ver o "quero que meu vizinho morra engasgado com o próprio catarro" escrito. E visualizar a cena com muita fé, várias vezes por dia. Vai que dá certo...

Hipótese 6: usar fones de ouvido
É uma boa, já que não preciso me preocupar em ouvir o telefone ou a campainha - eles nunca tocam mesmo. Acho que vou pôr isso em prática.

Hipótese 7: grunhir e xingar alto ao ouvir os barulhos
Isso já está em prática.


É a maravilhosa vida em sociedade. Um brinde!


       Globo Esporte


* Nota: enquanto escrevia este post, o vizinho escarrou 2 vezes.
Oi, lembram de mim? Digam que siiiiiiim! Haha.

Antes de tudo queria agradecer a vocês por não deixarem o blog morrer. Sempre alguém deixa um comentário pra tentar continuar as coiza, e acho bonito. Sério. Obrigada.

Sumi porque, bem, estou numa corrida maluca. E também porque não tinha mais vontade de escrever. Não tomem como desprestígio, please, foi pura coincidência eu ter fechado o blog pra convidados e parado de escrever ao mesmo tempo. Precisava colocar idéias no lugar, me adaptar melhor, essas coisas... Não tenho uma justificativa única nem muito sólida, mas enfim. Eu sei que vocês vão entender.

E então o post propriamente dito.

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Várias pessoas me pediram fotos do apartamento, e eu prometi que mostraria. Não esqueci. O negócio é que parecia que eu simplesmente ainda não tinha um. Olhava para os cômodos vazios e as paredes peladas e isso não me remetia nada a uma casa. Não à minha casa.

Um cômodo em especial, o que deveria ser o quarto de estudos, me incomodava profundamente. Ele estava cheio de caixas (com coisas que não poderiam ser tiradas de lá por não haver onde colocá-las), poeira e desgosto. Quase não entrava lá, ficava deprimida só de olhar. Em uma época cheguei a deixar a porta fechada pra esquecer que existia (e funcionou! haha). Pra ilustrar - e olha que aí já estava até bonitinho:



E então que há coisa de um mês (creio) comprei uma mesa e uma estante usadas. A estante estava em estado de miséria e precisava ser reformada - a vendedora da loja até deu um sorriso de escárnio quando disse que ia levá-la. Fui na loja de tintas aqui da frente de casa e também comprei tinta e acessórios pra o extreme makeover.

Demorou séculos, nunca dava tempo de avançar muito. Postei a sequência no flickr, inclusive, vocês devem ter visto (pra quem perdeu, 1, 2, 3 e 4). A bichinha ficou bacana e eu duplamente satisfeita: pelo trabalho ter valido a pena e por finalmente poder organizar o bendito cômodo.

Hoje terminei tudo. Nem acredito, há meia hora o quarto de entulhos sofreu metamorfose e se tornou quarto de estudos. O meu. Meuzinho. Ahhhhhhhhhh.




Agora só falta tomar vergonha na cara e estudar mesmo. Heh.

       The Jesus & Mary Chain - Just Like Honey
Sempre me contam que desde muito pequena eu tinha uma ligação com bichos e plantas. Da turminha da pré-escola era eu quem cuidava dos casulos das borboletas, observava formigas, pegava cobras-cegas pra mostrar pros coleguinhas e causar faniquitos na professora, etc. E também adorava plantar feijão no algodão. Adorava mesmo. Até crescida eu gostava de fazer isso - mesmo jogando fora o pobre pé depois.

Como vocês sabem, anos depois me tornei bióloga. E eu odiava as aulas de botânica, tanto do colégio quanto da universidade. Achava um saco, não entendia nada, tive professores que não facilitaram nada. Minhas habilidades jardineiras evoluíram 0%: um feijão no algodão era o máximo que eu conseguia.

Vejam bem. Tentei plantar tulipas: não vingaram. Tentei plantar girassóis: nasceram raquíticos e viraram comida de formiga. Tentei manter um cacto: morreu afogado. Nada, nada dava certo. Com isso, era minha mãe quem cuidava das (muitas) plantas da casa de Maringá. O máximo que eu podia/conseguia fazer era regá-las na ausência de momis - e mesmo assim o sorriso delas parecia mais verde na presença da minha querida progenitora. Mal agradecidas. Hunf.

Mas como sou teimosa e a esperança é a última que morre (haja vista minha extensa lista de matanças botânicas, deve ser a última a morrer mesmo), resolvi tentar mais uma vez. Incorporei meu espírito de tiazona cultivadora e comprei sementes pra minha hortinha. Haha! Sim, hortinha.
coentro, hortelã, cebolinha, florzinhas


Me equipei de duas jardineiras, terra adubada, argila expandida, paciência. Fiz uma sujeira sem precedentes na sacada (also known as furei o saco de terra sem querer e não vi - hello, dorks!), plantei tudo. Já reguei duas vezes. Mas ainda não conversei com elas, tô meio tímida. Vai que sou toda simpática e as mato no dia seguinte, né?

Desejem-me sorte.


Pensando bem... acho que é melhor desejar sorte para as pobrezinhas.

       Elastica - Line Up
As Ciências Biológicas, em especial a Ecologia, têm o costume de realizar bastantes aulas de campo. Eu adorava. Por causa delas conheci lugares em três estados diferentes - inclusive Criciúma! E lugares maravilhosos, como o rio Paraná, o interior da Serra da Graciosa e a Serra do Rio do Rastro. Mas achava que com o final do curso não teria mais isso.

Me enganei. Como contei a vocês ontem tive mais uma: Criciúma - Morro dos Conventos - Serra da Rocinha. Não esperava grande coisa, ainda mais porque estava previsto chuva com friozinho - chuva é sinônimo de lama e friozinho molhado de gripe.

Outro engano. A pequena viagem foi ótima. Por quê? Julgue por si mesmo:

aula de campo #28 aula de campo #27 aula de campo #26 aula de campo #25 aula de campo #24 aula de campo #23 aula de campo #22 aula de campo #21 aula de campo #20 aula de campo #19 aula de campo #18 aula de campo #17 aula de campo #16 aula de campo #15 aula de campo #14 aula de campo #13 aula de campo #12 aula de campo #11 aula de campo #10 aula de campo #9 aula de campo #8 aula de campo #7 aula de campo #6 aula de campo #5 aula de campo #4 aula de campo #2 aula de campo #1


E, acreditem, as fotos não fazem jus a nada do que foi fotografado.

O Morro dos Conventos (fotos de 4 a 8, no final) é de uma grandiosidade incrível. Subir no mirante e imaginar que aquele pedaço já esteve grudado na África? Puxa.

A estufa de bromélias, que pertence ao nosso professor, é linda. Deu vontade de enfiar um monte delas na mochila e sair correndo.

Mas o que me pegou foi o caminho na Serra. Putz! Andar de microônibus, na chuva, numa estrada em que praticamente não cabem dois carros lado a lado, beirando um abismo coberto de névoa (beirando mesmo, não é exagero), verde verde verde, sem gente em lugar nenhum... Quis ficar lá pra sempre, hahah.

Para o almoço (às 14:30) paramos numa pousada no pico da Serra - São José dos Ausentes, se não me engano. São as três primeiras fotos que aparecem aí. Comemos truta ao lado do Walmor Chagas, que fazia sua refeição com membros da equipe de filmagem do seu novo filme. Ele perguntou pra um colega meu de onde éramos, se fazíamos parte de alguma ONG, etc. E todo mundo se remoeu pra ir lá pedir um autógrafo... ninguém teve coragem, é claro. Só ficamos cochichando e vendo o serviço que a manicure fazia no moço, enquanto o motorista bradava nem-ligo-ok-ele-é-só-mais-um, indignado.

Aliás, essa pousada já recebeu outros artistas. Lembram da Casa das Sete Mulheres? Lá foi uma das locações; o povo se hospedou por três meses naqueles chalés. Três meses. Também quero.

A viagem foi cansativa ao extremo porque o motorista não podia andar rápido. Cansativa pelos solavancos, por ter acordado às 6 da manhã (e dormido às 2), por ficar andando de lá pra cá, pelo cagaço na serra... mas, putz. Entrou para a história. Com certeza.

       Stereophonics - Summertime (acoustic)